Anna da Hora
As risadas já não importam...
Imagine-se preso em um mundo onde não pode se revelar verdadeiramente, pois já havia criado uma parede, na qual impeça as pessoas de verem seus medos, suas fraquezas, seus sonhos, seu verdadeiro modo de ser. Essa sou eu, embora muitos pensam, eu gostaria — e muito — de mostrar a todos, o mundo maravilhoso e belo que criei em minha própria cabeça. Gostaria de mostrar ao mundo real todas as árvores verdes, todas as pessoas unidas, todas as cores, toda a sabedoria, toda a felicidade de um mundo perfeito e sem guerras. Queria inspirar o mundo...
Mas como farei isso? Se escondo e tranco a garota frágil e sensÃvel de todos, colocando em seu lugar, uma pessoa completamente ignorante e ao mesmo tempo engraçada? Eu sei o que está pensando: Não é uma coisa boa ficar mostrando suas fraquezas para todo o mundo. Eu sei que não. Mas cheguei num momento de extremo cansaço. Não fÃsico, mas sim psicológico. Cansei de tentar ser carinhosa e as pessoas recusarem um abraço meu por acharem "estranho", cansei de dizer algo sério e muitos rirem, pensando ser uma piada. Cansei de pedir socorro, e ninguém saber como me ajudar, enquanto eu estarei sempre lá para dar apoio quando precisar.
Meus risos já não são mais verdadeiros. Minhas piadas já se repetem a todo o momento. Minha grosseria toma conta da minha face. Eles têm medo, sei que têm. Por favor, não me temem...
Aquela garota que conhecia à todos da escola, já não conhece os próprios amigos. Sempre ria e falava aos montes, hoje é mais fechada e tÃmida. Mas nunca perdeu a vergonha na cara.
As risadas já não importam...
É como aquele sábio disse:
Faço as pessoas rirem, mas quem irá me fazer rir também?Por favor, a única coisa que peço é que me entenda. Me pergunte: Como você está hoje? Repare em mim como eu reparo o mundo. Veja com meus olhos, sinta como sinto. Me ajude... Afinal...
As risadas já não importam...
Imagem ilustrativa: Cesar Biojo;
Texto original por: Anna da Hora.

